Marion Caruso cria o projeto "Diversidade Feminina" para promover a beleza da mulher e suas diferenças! Veja a galeria de fotos
Por KEKA DEMÉTRIO
Iniciar nossa conversa exaltando a beleza feminina, já tão cantada em verso e prosa por aí, não seria uma estratégia muito interessante para que você continuasse a ler este texto. Então, decidi falar sobre a parte que machuca e, quem sabe talvez você se atreva a ir até o final. O fato é que ser mulher já deveria bastar para que não tivéssemos que ficar provando o tempo todo o quanto somos boas, independente da nossa estatura, peso, cor, raça ou credo.
Mas não é assim que funciona. Anoitece, amanhece e estamos lá, firmes no propósito de encontrar algum defeito em nós mesmas. Alguma coisa que nos coloque em um lugar desse mundo que nos cobra a felicidade o tempo todo, e que, no fundo, parece mesmo é ter pavor de gente feliz.
Desculpe, mas ninguém consegue ser feliz com pessoas te julgando e te cobrando ou dizendo o quanto está gorda ou magra demais; e que seu cabelo está longo demais, curto demais, loiro demais; e que suas roupas são vintage demais.
A aparência se tornou a grande vilã de nossas vidas. Nunca estamos bonitas e boas o suficiente. Travamos uma briga diuturna com o espelho e conosco. Passamos a enxergar apenas nossos defeitos e sequer nos permitimos apreciar o que temos de belo. Deixamos as cobranças sociais para estarmos sempre impecáveis. Nos tornamos experts em desconstruir a nós mesmas quando o que somos não se encaixa em tudo aquilo que querem que sejamos.
Partimos para exercer o masoquismo involuntário alimentando o que nos puxa para baixo e nos assola. Somos praticantes da disformia corporal e creditamos às formas de nosso corpo todas as frustrações de nossas vidas, sejam elas quais forem.
Nós perdemos de nós mesmos e nos esquecemos que somos mais do que um corpo que precisa ser muito magro para ser coberto por uma roupa da moda. A ditadura do corpo perfeito exclui pessoas e aprisiona antigos sonhos porque já não temos mais tempo para eles. Todos os nossos esforços precisam estar concentrados na busca pelas formas que, supostamente, nos trarão a felicidade.
Esquecemos nossa individualidade, elemento que nos torna atraentes e interessantes de forma duradoura, e sonhamos em fazer parte da beleza em série. Os mesmos cabelos, os mesmos peitos, a mesma barriga, as mesmas pernas, a mesma bunda, os mesmos pensamentos. E sair disso parece ser absurdo demais. Então, sofremos! Sofremos porque, insistentemente e sem perceber, batemos de frente contra nós mesmos.
Vivemos em busca de uma felicidade que parece estar contida em uma beleza imaginária e transformamos isso em objetivo de vida. É como se acreditássemos que, se não estivermos dentro dos padrões estabelecidos, não teremos o direito à felicidade. Essa ideia é tão mentirosa que, se corpo magro fosse sinônimo de felicidade, minhas amigas magras não viriam chorar em meu colo gordo.
Por isso, é tão importante o despertar para o que temos de bom e valorizar isso. Olhar para dentro, antes de querer modificar o que somos por fora, porque, definitivamente, não é o seu corpo que te faz feliz, mas os pensamentos que têm a respeito dele. E posso jurar que isso independe da quantidade de quilos que você pesa.
Foi pensando em reunir mulheres com esse pensamento que a fotógrafa e psicóloga Marion Caruso criou o projeto "Diversidade Feminina", que promove a beleza da mulher e suas diferenças. São mulheres de vários estilos, com belezas e histórias diferentes, que não aceitaram expor apenas seus corpos, mas a coragem de assumir que são donas de seus próprios caminhos e, claro, da sua felicidade.
Iniciar nossa conversa exaltando a beleza feminina, já tão cantada em verso e prosa por aí, não seria uma estratégia muito interessante para que você continuasse a ler este texto. Então, decidi falar sobre a parte que machuca e, quem sabe talvez você se atreva a ir até o final. O fato é que ser mulher já deveria bastar para que não tivéssemos que ficar provando o tempo todo o quanto somos boas, independente da nossa estatura, peso, cor, raça ou credo.
Mas não é assim que funciona. Anoitece, amanhece e estamos lá, firmes no propósito de encontrar algum defeito em nós mesmas. Alguma coisa que nos coloque em um lugar desse mundo que nos cobra a felicidade o tempo todo, e que, no fundo, parece mesmo é ter pavor de gente feliz.
Desculpe, mas ninguém consegue ser feliz com pessoas te julgando e te cobrando ou dizendo o quanto está gorda ou magra demais; e que seu cabelo está longo demais, curto demais, loiro demais; e que suas roupas são vintage demais.
A aparência se tornou a grande vilã de nossas vidas. Nunca estamos bonitas e boas o suficiente. Travamos uma briga diuturna com o espelho e conosco. Passamos a enxergar apenas nossos defeitos e sequer nos permitimos apreciar o que temos de belo. Deixamos as cobranças sociais para estarmos sempre impecáveis. Nos tornamos experts em desconstruir a nós mesmas quando o que somos não se encaixa em tudo aquilo que querem que sejamos.
Partimos para exercer o masoquismo involuntário alimentando o que nos puxa para baixo e nos assola. Somos praticantes da disformia corporal e creditamos às formas de nosso corpo todas as frustrações de nossas vidas, sejam elas quais forem.
Nós perdemos de nós mesmos e nos esquecemos que somos mais do que um corpo que precisa ser muito magro para ser coberto por uma roupa da moda. A ditadura do corpo perfeito exclui pessoas e aprisiona antigos sonhos porque já não temos mais tempo para eles. Todos os nossos esforços precisam estar concentrados na busca pelas formas que, supostamente, nos trarão a felicidade.
Esquecemos nossa individualidade, elemento que nos torna atraentes e interessantes de forma duradoura, e sonhamos em fazer parte da beleza em série. Os mesmos cabelos, os mesmos peitos, a mesma barriga, as mesmas pernas, a mesma bunda, os mesmos pensamentos. E sair disso parece ser absurdo demais. Então, sofremos! Sofremos porque, insistentemente e sem perceber, batemos de frente contra nós mesmos.
Vivemos em busca de uma felicidade que parece estar contida em uma beleza imaginária e transformamos isso em objetivo de vida. É como se acreditássemos que, se não estivermos dentro dos padrões estabelecidos, não teremos o direito à felicidade. Essa ideia é tão mentirosa que, se corpo magro fosse sinônimo de felicidade, minhas amigas magras não viriam chorar em meu colo gordo.
Por isso, é tão importante o despertar para o que temos de bom e valorizar isso. Olhar para dentro, antes de querer modificar o que somos por fora, porque, definitivamente, não é o seu corpo que te faz feliz, mas os pensamentos que têm a respeito dele. E posso jurar que isso independe da quantidade de quilos que você pesa.
Foi pensando em reunir mulheres com esse pensamento que a fotógrafa e psicóloga Marion Caruso criou o projeto "Diversidade Feminina", que promove a beleza da mulher e suas diferenças. São mulheres de vários estilos, com belezas e histórias diferentes, que não aceitaram expor apenas seus corpos, mas a coragem de assumir que são donas de seus próprios caminhos e, claro, da sua felicidade.
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